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Nove casamentos, centenas de mulheres e essa careca. Preciso dizer mais alguma coisa?

Nove casamentos, centenas de mulheres e essa careca. Preciso dizer mais alguma coisa?

Com os nerds recentemente alçados de “virgens pra sempre” à categoria de “comedores em potencial”, algumas coisas mudaram. como ser nerd agora está na moda, já há mulher que ache charmoso o sujeito passar vinte horas por dia na internet, e dizem as más línguas que o tamanho que importa atualmente é o da grossura das lentes dos óculos. Miopia is the new black. Com a ascensão dos nerds aconteceu uma valorização maior das capacidades intelectuais por parte da sociedade e, pasmem, por parte da mulherada. As mulheres se lembraram de que há vida antes dos 40 de bíceps. Mas eu não vou falar dos nerds no texto. Isso foi só pra introduzir. Vou falar sobre os escritores.

Bom, não é de hoje que os escritores exercem um fascínio quase transcendental na mulherada. Desde a Grécia Antiga, passando pela Inglaterra de Shakeaspeare e os EUA de Norman Mailer, escritores nunca tiveram muito trabalho no trato com as pequenas. Mas por que este fascínio? Por que mesmo mulheres sem o, digamos, perfil intelectual compatível, também possuem esta queda? Bom, como uma das minhas obrigações como ser que possui todas as respostas da humanidade é compartilhar este conhecimento com vocês, vou elucidar mais este mistério da humanidade.

A primeira coisa é o charme. A aura. O ar de escritor. O ar de artista que pode a qualquer momento ficar rico, famoso ou escrever uma obra prima. Ou ar de artista que não quer ficar rico nem famoso, quer ser low profile, simplesmente desfilar sua arte pelo mundo. Isso sem falar que se tira uma onda com as amigas. Enquanto suas amigas têm namorados advogados, engenheiros ou blogueiros – profissões mais do que normais – o seu namorado é escritor! É um artista! Ele não precisou estudar, ele vive do talento que nasceu com ele! Qualquer um pode estudar e ser engenheiro, médico ou blogueiro, mas não escritor! Na verdade isso é tudo uma grande besteira, mas é uma boa desculpa pra quando as sogras reclamam que os genros são duros, fracassados e decadentes.

Isso sem falar que cartas, cartões, dedicatórias e afins não faltaram nunca nesse caso. E não vão ser textos do Vinicius, do Drummond ou do Pessoa. Vão ser textos exclusivos, só pra você! Suas amigas vão morrer de inveja de você! todas vão querer conversar e pedir conselhos (e algumas vão querer dar) pro seu namorado. E ele lá, com aquele ar blasé de “isso é fácil pra mim, não é nenhum esforço”. Também conta o fato de que pra ter alguma profissão normal, basta estudar. Pra ser escritor não, Deus escolhe os melhores para viverem da pena. E lhes dá miopía, bronquite e nenhuma habilidade pra esportes, e eles viram escritores. E aqui também se enquadra o fato de que ficar forte qualquer idiota com dinheiro pra frequentar academia fica, mas inteligente não.

Se você for poeta, tem a vantagem de não precisar escrever bem. Só precisa escrever algo que ninguém entenda e fazer cara de pena quando perceber que alguém está tentando entender. Claro, há as excessões, como Vinicius, Pessoa ou Drummond. Se for prosa, romantismo dosado com humor abre as pernas o coração de qualquer mulher. É batata. Outra coisa é que os amigos delas falam mal do Paulo Coelho ou do Saramago, mas eles estão falando do que não sabem. Se você falar mal do Saramago, há de se respeitar, afinal, você é um escritor! Eles não!

Outro ponto importante é o efeito retroalimentação, vulgo “cobra que engole o próprio rabo”. Se as mulheres gostam de escritores, logo, se ele for um cara dado aos prazeres carnais heterosexuais, ele já deve ter tido muitas mulheres. Se ele teve muitas mulheres, ele deve ser um bom amante, ou não teria tido tantas. Se ele é um bom amante, você quer dar pra ele.  Voilá! Temos aí a fama de que escritores costumam ser bons amantes. E mesmo que seja por uma noite, ela vai se sentir a musa inspiradora de tudo o que ele fizer dali pra frente. E o escritor sempre pode dizer para todas que todas elas o são. Pera lá, não é mentira! É que no fundo, todas elas nos inspiram um pouquinho. E seria chato e doloroso (principalmente se a sua namorada for violenta) falar que ela foi a inspiração pras cinco primeiras linhas, mas foi. Que pro resto houve mais doze musas inspiradoras.

Bom, é isso. Eu poderia ficar aqui o dia todo dando explicações pra este fenômeno, mas acho que estes já bastam. Claro, nada disso aí em cima é real, é tudo ficção. Nada disso nunca aconteceu comigo, sempre tive dificuldade com as mulheres, sempre tive que fazer cartinhas para, com muito custo, comer alguém e a minha namorada é musa inspiradora única e magnânima de cada linha do que escrevo. Foi tudo baseado em relatos colhidos, e nenhum escritor foi maltratado durante a confecção deste texto. Nem nenhum escritor machucou ninguém durante a confecção deste texto.

* Quem não leu lê, quem já leu lê de novo.

Nomes como Nelson Gonçalves, Wando, Elymar Santos, Falcão, Wander Wildner, Agnaldo Timóteo, Luiz Caldas, Raul Seixas, Sidney Magal e mais alguns são nossos Deuses, nosso panteão. “Tu és o MDC da minha vida”, “Eu tenho uma camiseta escrito Eu Te Amo” e “Eu não sou cachorro não” são nossos hinos, cantados por nuvens de mariachis com sombreiros brancos com detalhes dourado e pochetes em couro preto brilhante. É isso mesmo! Nós somos Bregas. Com maiúscula, olha o respeito!

Esse manifesto tem como objetivo resgatar a cultura Brega e reacender nos corações sangrentos e sofredores de todos os brasileiros o Orgulho Brega. Porque, no fundo, todo brasileiro é um Brega. E nós, Bregas, devemos nos unir! Nada de vergonha, nada de ouvir Magal ou Wando escondido, chega disso! Nos orgulhemos de nossa condição! Em nossas casas os sofás são de couro com textura de mármore! Nas mesas, elefantes de porcelana convivem lado a lado com galinhos que mudam de cor quando vai chover! Nossas TVs tem uma padronagem imitando o jacarandá e nossos carpetes são verdes musgo!

Nós usamos calça xadrez com camisa listrada sem pudor! Temos mullets, usamos calça de brim, chapéus e casacos de couro de Jacaré ou de cobra! Nossos celulares têm capas de couro preto e nossos computadores têm como descanso de tela fotos do pôr do sol e montagens com a foto da nossa amada! Por falar em amadas, às nossas nunca falta um buquê de rosas vermelhas, cartas e mais cartas, bilhetinhos, bichinhos de pelúcia e outros mimos. Nas nossas TVs só passam novelas mexicanas, programas de problemas familiares ou a novela nova da mulher do Sílvio Santos, e sob nossa estante de madeira avermelhada com cantoneiras douradas pousam DVDs de “Nove e meia semanas de amor”, “Ghost”, “A Lagoa Azul” dentre outros.

Aliás, o México é a Meca do Brega. Tudo que vem de lá é, por natureza, Brega. Aquelas roupas coloridas, os Mariachis, os ternos brancos, as varandas com adornos de mármore, enfim, o México é a Meca do Brega. Mas quem ainda não pode largar tudo e viver pintando ou compondo em Guadalajara, pode passar a lua de mel em Iguaba, um fim de semana em Caldas Novas ou um feriadão em Xerém, com direito a banho de cachoeira e tudo.

Então, se você é Brega, junte-se a nós! E se não é, não sabe o que está perdendo! Esse Manifesto é só o começo.  Seja bem vindo, senta aí na almofada com estampa de tigre, pega um ponche e sinta-se em casa.

Ontem recebi dois comentários sobre o Ego. Em um deles, uma pessoa que eu conheci através do Ego dizia que desde a Fulana de Tal, uma ex-namorada, eu tenho escrito muito mal. Não tenho sido criativo e engraçado como antes. Porém, algumas horas antes, outra pessoa que também conheci através do Ego, me dissera que eu estava voltando à velha forma, que há muito eu não fazia um texto tão bom e me parabenizava pela volta aos velhos tempos. Como sempre faço, ignorei o comentário sobre a ex e só levei o outro em conta. Mas porque eu falei isso? Por nada. Só pra falar. E pra dizer que, conforme sugestão da pessoa que me elogiou, vou escrever um texto que volta às raízes: vou falar de mulheres.

Há um tempo fiz um post em um site que me fez ganhar o ódio mortal de algumas mulheres, além de algumas ofensas e xingamentos. E pra me redimir, vou atualizar o texto e publicá-lo aqui. Se gostarem, espalhem pros amigos. Se não gostarem parem, pensem e só parem de refletir quando perceberem que o texto é ótimo e o problema era com vocês. Vamos ao texto.

Dentre as mais criativas denominações nas quais as mulheres são enquadradas, as duas que acho mais fiéis à realidade são a do “Mulherão” e a da “Mulherzinha”. Que daqui por diante serão utilizadas sem aspas, por que dá um trabalhão danado. Ao contrário do que pode dar a entender a terminologia, as duas classificações nada têm a ver com beleza, tipo físico ou inteligência. E que fique claro, a utilização do aumentativo e do diminutivo não expressa superioridade de um tipo em detrimento do outro nem nada disso. É meramente ilustrativo.

E eu vou explicar. O Mulherão – com maiúscula mesmo- é, sem dúvidas, um mulherão. Independente de sua beleza, ela usa decotes, saias curtas, pulseiras, anéis e afins, perfumes sensuais, cortes de cabelo “fashion”, essas coisas. Se você um dia estiver andando na rua, e de repente ouvir assovios, supiros e coisas do tipo “aimeudeusdocéu”, “a nora que mamãe pediu a Deus” ou “casa, comida, roupa lavada e Mercedes na garagem”, não tenha dúvida: deve estar por perto um Mulherão. Como? Se não pode ser você? Não. Se você tem dúvidas, não era com você. Um mulherão está sempre ciente do efeito que causa.

Já a Mulherzinha não. A Mulherzinha, ainda que seja linda de morrer, nunca causa tais efeitos. Ela usa roupas discretas, colônias sóbrias e, quando usa um decote, o que é raro nesse tipo de mulher, fica o tempo todo tapando com as mãos, numa atitude de “tá olhando o que??”

O Mulherão, em um relacionamento, brinca com você. Te usa sem piedade. Chega sempre atrasada – quando chega – não liga nunca, quase nunca atende ao telefone prá se fazer de difícil, e não te dá nenhuma moral. E quando você diz que gosta de Fernando Pessoa, ouve jazz e que adorou “o grande ditador”, acha que você é bicha. Ou, no mínimo, meio afetado. Mesmo que ela ouça jazz e goste de pessoa. Ela pode, você não.

A Mulherzinha não. A Mulherzinha não só sente saudades, como te liga dizendo isso. Sai pouco e tem um ataque de ansiedade se você não liga no dia seguinte e, quando você sugere que saiam as oito, por que às seis tem jogo na televisão, te chama de insensível e diz que você estragou o jantar romântico com velas aromáticas seguido de uma sessão de “nove e meia semanas de amor” que ela tinha preparado. E não te acha bicha só por que você gostou de Razão e Sensibilidade. Ela só vai dizer que “essa sociedade careta e conservadora não entende a personalidade dos “filhos-únicos-criados-pela-avó-que-colecionavam-o-álbum-dos-Menudos-e-pulavam-corda-na-escola”. Ela te entende. Mulherões gostam de homens safados, rudes, cafajestes, que não tiram os olhos dos peitos dela durante o jantar.

Mulherzinhas gostam de cafuné, de ver televisão abraçadinho e de cartões melosos e românticos, e acha uma gracinha quando você chega com a gravata torta ou com o cabelo despenteado. O Mulherão te acharia um idiota. Não por não saber dar nó na gravata, mas por usar uma! Aliás, se você tá lendo isso e é mulher, provavelmente é uma Mulherzinha. Mulherões não lêem crônicas. Nem poemas. E acham que cronistas e poetas “são todos umas bichas que ficam escrevendo essas palhaçadas! Eu vou é prá academia… Claro, há exceções. Sempre há exceções. na verdade, toda mulher tem um lado mulherão e um lado mulherzinha. Cá entre nós, as mais interessantes são as que dosam isso da maneira perfeita. São as minhas preferidas, pra ser honesto. Eu mesmo conheci um Mulherão (e que mulherão!) que lê Pessoa, gostou de “O Grande Ditador” e até lê crônicas. E ia até gostar. Mas ia me achar bicha mesmo assim. Bom, não se pode lutar contra a natureza… Volto ao assunto numa próxima oportunidade.

Basicamente, há três tipos de mulheres comprometidas que já tem meio caminho andado rumo à felicidade eterna e às cenas em câmera lenta na chuva tocando jazz ao fundo: as que namoram ou são casadas com escritores, com homens ricos e a Ellen Jabour, porque eu sou macho mas o Santoro é boa pinta pra cacete. Mas mesmo esses três tipos de mulheres têm suas desvantagens. E pra nós, escritores, milionários ou o Rodrigo Santoro, também há desvantagens. No caso dos milionários e do Rodrigo Santoro, eu fui pro almoço e voltei e não consegui pensar em nada, então vou falar só nas desvantagens de se ser um marido/namorado/noivo escritor.

Pra começar, a cobrança. Porra, se a gente vive dessa merda, tudo o que a gente escreve, na idéia delas, tem que ser genial. Bilhete dizendo que vai se atrasar, cartão de visitas, mensagem de celular, até assinatura em cheque tem que ter genial. “Anota seu telefone aqui pra mim”. “Ta”. “Porra, que droga de escritor é você? Só isso? Seu nome e telefone?”. Da próxima vez eu escrevo o Soneto da Fidelidade ou a Lira Romantiquinha. Porra. Se uma mulher namora um médico e fala que ta com uma dorzinha da barriga ela pede pra ele puxar um bisturi e tirar uma pedra dum rim? Ou se namora o Marcelo Camelo ela pede pra ele… pra ele… eh… ela pede pra ele… cantar Ana Julia em todas as festas que ele vai?? Claro que não.

Passando essa fase, tem outra: a da comparação. Por mais que a gente tenha a mesma coisa a falar pra cinco pessoas, não vai ser da mesma maneira. Aí fulano acha que o depoimento de cicrano é melhor que o dele, aí Zé acha que o scrap que você mandou de feliz aniversário pra Maria ficou mais engraçado que o dele, e por aí vai. Mas o pior é quando a comparação é dos textos românticos. A primeira namorada é uma sortuda: tudo aqui que a gente sempre sonhou em escrever, é ela quem vai ganhar. Milhares de cartas, texto todo dia… Aí acaba o namoro e vem a próxima. E como inspiração é pros fracos e pros atores pornô, a gente faz cartas e textos mil também, mas o tema não varia, o que varia é a forma de dizer. Aí, camarada, na terceira namorada, fodeu. “Pra sua ex você escrevia todo dia, já tem cinco dias que você não me manda nem uma cartinha”, “Poxa, só um cartão” ou “Os textos pra Rosilene eram muito mais bonitos que os meus” são frases comuns de se ouvir.

Mas também tem a vantagem da punheta de ego. Se você escreve razoavelmente bem, é muito pouco provável que alguma das suas amigas tenha um namorado que escreva como você. E todas elas vão morrer de inveja quando lerem os seus. Se você souber dosar humor com o romantismo então, camarada, é batata. Mas mesmo assim, se prepara. É quem nem ser cozinheiro ou barman. Vai ter que cozinhar e fazer drinquezinhos coloridos com guarda-chuvinhas todo dia. A não ser, claro, que você seja milionário ou seja o Rodrigo Santoro. Se você for rico, me contrata pra escrever, contrata o Olivier Anquier pra fazer o jantar e manda brasa na patroa. Agora, quanto ao Rodrigo Santoro, camarada, se conforme. Se um dia a sua mulher estiver frente a frente com o sujeito, não há dinheiro, poema ou cinto de castidade que dê jeito. Parafraseando alguém que não lembro que, falando a respeito do Chico Buarque, todo homem é corno do Rodrigo Santoro. Menos eu.

 Bom, ao contrario do que dizem alguns (quase todos) dos comentários nos meus textos anteriores, eu não sou veado. Nem mal amado. Nem nada do tipo. Eu tenho uma namorada – linda, por sinal. E é ela que motivou esse post de hoje. Estamos juntos há um ano – feito daqui há duas semanas. E moramos em cidades diferentes, distantes uns setenta quilômetros. Só nos vemos nos fins de semana. Quase não saímos juntos, temos poucos amigos em comum e nunca, em um ano de namoro, dormimos juntos. Se você estiver se perguntando “o que eu tenho a ver com isso?”, deixa de ser rabugento e continue lendo. Se você está curioso pra saber como isso funciona, se dá certo, ou até se quer umas dicas para o seu namoro a distância, espero que esse texto lhe seja útil. Se não for, caguei, lê mesmo assim.

MEU NOVO SITE: http://www.leonardoluz.com.br ou https://www.facebook.com/paginadoleoluz?fref=ts

Manual do namoro à distância

Introdução

Bom, quando eu digo “namoro à distancia”, quero dizer distancia mesmo. Uns bairros ou até mesmo na cidade vizinha há vinte minutos não conta.

Se qualquer relacionamento já é por si só, complicado, imagine se relacionar com uma pessoa que não está fisicamente perto de você. É complicado. Nesse tipo de relacionamento, tudo se potencializa: os ciúmes são maiores, a saudade é maior (lógico), as discussões bobas, enfim, tudo se potencializa pelo simples fato de não ter a pessoa ali do seu lado. Vou tentar falar sobre pontos específicos, se faltar algum, cartas pra redação.

 

Ausência

 

Parece óbvio, mas não é. No início você acha que vai ser fácil, afinal, você nem via a sua ex todo dia e não morria por isso. Mas quando você percebe que você não vai poder ver a sua namorada nem se você quiser, aí ferrou. Você tem um boteco com os amigos, ela não vai; aniversário, batizado, churrasco, nada dela ir também; cinema, teatro ou jantar, só em raras ocasiões, e isso se você der a sorte que eu não dei de ter uma sogra que entenda a saudade que vocês sentem um do outro. No começo é legal, dá saudade, mas depois fica complicado não poder contar com a pessoa que você ama do seu lado quando você precisar.

Nesse caso o melhor a se fazer é arruma uma maneira de não se sentir tão longe da outra pessoa: internet, SMS, telefone (se não for muito caro), enfim, uma maneira de, pelo menos de algum modo, ter a pessoa um pouco mais dentro da sua vida. E um ponto importante aqui: caso você seja uma pedra de gelo e goste de ver a outra pessoa só uma vez por semana, nunca, jamais, diga que não entende como ela pode ter tanta saudade. Ninguém é obrigado a se sentir como você se sente.

Ciúmes

Bom, aqui o bicho começa a pegar. Namorando alguém que more longe você vai conhecer seu verdadeiro ‘eu’. Se você não é ciumento, vai ficar. Se é um pouco, vai piorar. Se é muito, camarada, ta fodido, vai virar um montro. É muito mais fácil confiar quando você poderia esbarrar com a outra pessoa em uma esquina a qualquer momento. É muito fácil não ter ciúmes dos amigos dela quando você os conhece, e os vê até com certa freqüência. Agora, não ter ciúmes quando a outra pessoa sai com os amigos ou algo que o valha a centenas de quilômetros da sua casa é oooutra estória.

Pro seu namoro não virar um inferno, tente se controlar. Tente entender que não há nada que se possa fazer, senão vocês vão virar dois parasitas que só ficam dentro de casa. Tente contornar, tente conhecer as pessoas que a cercam. Quando ela sair, se distraia: jogue videogame, trabalhe, saia também, sei lá, dá seu jeito. Ou então passe a noite no meu blogue lendo, você não vai se arrepender. Uma coisa que se deve evitar de qualquer maneira é fazer ciúmes de propósito. Acredite em mim: não vai passar tão rápido. Não piore uma coisa que já é complicada. Faça o máximo para tentar amenizar os ciúmes da sua namorada. E os seus, claro.

 

 

Insegurança

 

Rapaz, esse é um ponto chave pro assunto. Não to falando de insegurançazinha boba de adolescente. To falando de insegurança real, baseada em fatos reais e levando-se em conta a situação como um todo. Todo mundo gosta de ter alguém por perto, inclusive a sua namorada. O perigo aqui é se tornar paranóico com a idéia de que a qualquer momento ela via se envolver com alguém que esteja por perto. Isso pode acontecer? Claro, como poderia se ela morasse na casa do lado da sua. Poder acontecer pode, mas você não precisa ficar pensando nisso o tempo todo.

A solução nesse caso é, pra sua insegurança, primeiro relaxar. Não adianta ficar pensando nisso, porque se tiver que acontecer, vai acontecer ou não independente de você pensar nisso ou não. Tente fazer com o que o pouco tempo que vocês passam juntos seja prazeroso, e tente minimizar as brigas e discussões bobas, pra depois não ficar pensando besteira por aí, achando que ela vai te trair ou arrumar outro só porque vocês brigaram. E claro, torcer pra que ela seja madura o suficiente pra perceber que vocês se amam e que vai valer a pena depois segurar as pontas agora.

Quanto à parte dela, faça o mínimo pra que ela se sinta segura, e perceba que se você ta com ela nessas circunstâncias, não é a toa. Não fique falando das suas amigas mulheres o tempo todo pra que ela não se sinta menos importante. Dê atenção a ela e mostre que você está ali sempre que ela precisar, ainda que longe. Não se esconda dela pra atender ao telefone nem “esqueça” de contar detalhes, como dizer que a sua amiga estava no bar com vocês também ou que sua ex te ligou pedindo um favor. Mesmo que você seja esquecido e retardado como eu, esses deslizes podem fazer ela pensar que você tinha motivos pra “esquecer” de contar isso.

 

Sexo

 

Bem, esse ponto é bem complicado. Se você não for casado, nem for o Zé Mayer, o Chico Buarque ou não viva disso, provavelmente você não faz sexo todos os dias. Então, se você consegue ver sua namorada e, digamos, saciar essa loucura, dentro de ti, um peixe, para enfeitar de corais sua cintura e fazer borbulhas de amor à luz da lua, pelo menos uma vez por semana, não dá pra morrer. Mas se a frequência é menor o bicho pega. No começo você acha que é até melhor, tamanho fogo de vocês quando se vêem. Mas depois de um tempo, até catalogo de roupa de inverno vai fazer você levantar a mesa sem usar as mãos, com o perdão da expressão feia.

Pior ainda se a sua namorada for muit mais nova e não puder vir te ver. Aí, camarada, recomendo muitos banhos frios e um hobby que te ocupe bastante o tempo, como aprender a tocar um instrumento ou… Tá bom, aprender a tocar um instrumento não foi uma boa idéia. Tente não pensar muito nisso, e não ficar contando os dias para a próxima vez. Eu sei – e como sei – que é difícil, mas há de se tentar. E todo dia antes de dormir assista a algum bom documentário sobre a Antártida, sobre formigas ou desertos. Mas se os camelos começarem a rebolar muito, desliga a TV e vai dormir. Infelizmente, não encontrei nada que funcione nesse caso. A quem encontrar ofereço minha eterna gratidão, alem de um polpudo cheque como agradecimento.

Bom, é isso. Eu sei que foi superficial e rapidinho, mas o básico ta aí. Dúvidas, sugestões, elogios e pedidos de casamento serão bem vindos, embora os pedidos de casamento não possam ser aceitos. Xingamentos, reclamações ou frescuragem, falem com seus analistas. Abraços e até a próxima.

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