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Bom, pessoal, é chegada a hora. O Ego mudou de casa. Tá mais bonito, melhor pra ler e vai me fazer um homem rico em breve. Visitem e mudem os links e os feeds pra lá, avisem aos amigos, aos inimigos, às sogras, enfim, visitem lá como vocês me visitam aqui. O link é http://www.leonardoluz.com.br Não deixem de ir lá. Abraços!

 

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Bom, esse texto não é meu. Só fiz isso uma vez – tirando citações dos famosos. Uma amiga resolveu escrever sobre o que pensa a respeito dos escritores, e sobre assuntos mais íntimos dela, a pedido de um amigo. Achei bacana, e é legal porque o texto traduz exatamente o que eu, escritor, penso sobre escritores. Não vou dizer o nome da amiga porque ela é tímida e não gosta de aparecer que nem eu. Espero que vocês gostem, e por favor comentem, senão ela acha que vocês não gostaram dela e só amam e só bajulam a mim. Bom, vamos ao texto.

“A Pedido de um Escritor…
 
(Um minuto olhando para o computador…)
          Bem é assim que alguém que não é escritor fica antes de qualquer tentativa de iniciar um texto… Pra que cargas d`água fui prometer isso a alguém? Não sei… não sei mesmo. Mas, enfim, ser escritor não deve ser difícil, né… Aliás, recordo-me muito bem dos meus tempos de infância, em que eu criava um mundo de fuga em um pedaço de papel e me divertia… divertíamo-nos eu, eu mesma e… e mais ninguém! Pensando por esse meu lado, deixado no passado, ser escritor parece ser muito triste, muito solitário, muito… confuso! Conheço alguns assim… não triste nem solitário, mas confuso! E não sei por que essa confusão me afeta! Enfim… mas um escritor já me disse um dia que o maior problema que ele enfrenta por ser escritor é o fato de as pessoas acharem que tudo que ele escreve é verdade! Confesso que não entendo muito bem essa de pseudônimos. Por que alguém assina um texto com um nome qualquer, se quem escreveu foi o próprio? Por que transferir pensamentos e idéias para alguém que simplesmente nem existe? Acho que é por isso que não sou escritora. Para mim, escrever é tornar vísivel a alma. É se fazer perceber a partir do seu íntimo. É falar sem falar. É desabafar!
          Esse texto ridículo tá sendo tão esperado, que, quando lerem, vão se decepcionar. Afinal, não deve ser muito bem o que se esperava. Muito menos se compara ao texto de um escritor de verdade! Mas é assim que eu sei… fazer o quê? Ao mesmo tempo em que estou tentando expor o que penso, estou totalmente incomodada. Nunca senti isso antes. Vai ver é porque meus textos de infância eram sobre o meu mundo de fuga, e hoje eu escrevo sobre a minha fuga do mundo. Fuga que apenas está na mente, mas que ainda não foi colocada em um papel antes desse momento, nem fará parte da vida real. Pelo menos, não por enquanto. Porque eu não quero fugir.
 
(Mais um minuto olhando para o computador… momento de reflexão de um escritor que não é escritor)
 
          É… parece que houve uma mudança de idéia repentina sobre a fuga. Não quero mesmo fugir; não da forma como eu deveria fugir. Mas eu aceitaria fugir com alguém que sempre me faz um convite para fugir. Fugir, fugir, fugir… Taí, uma idéia interessante, mas praticamente impossível. Acho que o jeito é começar a aceitar isso e voltar para o meu mundo de fuga antigo, da infância, do meu eu, eu mesma e mais ninguém! Talvez eu me torne mais feliz. Não tanto quanto se eu tivesse fugido com a pessoa certa.
          Aliás, pessoa certa… existe isso??? Se existisse pessoa certa já não nasceríamos destinados a encontrá-la? Seria tudo muito mais fácil! Mas seria feliz???? Particularmente, acho que não. Não haveria motivo para viver tanto. Vivemos sempre em busca de algo que renove a cada dia a nossa vontade de viver. E o mais é engraçado é que todos passam por um momento em que pensam que vão morrer antes da hora, seja na perda de um ente querido ou no fim de um relacionamento de anos. Mas a vida é tão incerta, cheia de supresas… sempre surge um novo alguém que nos traz a vontade de viver de volta, seja um filho, seja um novo amor. Essa é a beleza da vida: a incerteza! A incerteza do amanhã, do que seremos quando crescer, com quem casaremos e de quantos filhos teremos. Até o rostinho dos nossos filhos são incertos em um momento da vida, e ficamos muito felizes ao vê-los.
 
          É… acho que pra alguma coisa serviu esse pedido do escritor para mim. Refleti. Descobri que penso de uma maneira que jamais imaginei pensar. Obrigada, escritor!” 

 

O assunto é espinhoso. E espinhento. Ambos. Tenho recebido muitos comentários com elogios, alguns merecidos, outros não, mas isso não vem ao caso. E algumas críticas. Poucas fundamentadas, tenho que admitir. A maioria é reclamação com relação ao meu estilo, minhas idéias, minha “homofobia” (deve ser coisa de veado), meu preconceito contra as mulheres (ah um tanque de roupa pra lavar…) e – esse ganha de todos – reclamações sobre meu Ego. Com maiúscula, ó o respeito. Mas não é exatamente sobre meu Ego, até porque eu não fico mostrando ele pra qualquer um. Tem que rolar um clima antes, eu sou tímido. Mas não é sobre meu Ego propriamente dito. Em linhas gerais, reclamam que eu acho que escrevo muito, que eu tenho opinião sobre tudo o tempo todo, que eu sou engraçadinho o tempo todo etc etc etc.

E eis que surge a questão: como escrever humor sem parecer arrogante? Não, eu não me preocupo em não parecer arrogante, na verdade eu não to nem aí. Só escrevi sobre isso pra parecer democrático, e porque eu tenho opinião sobre tudo o tempo todo. Escrever já é um ato meio arrogante em si mesmo, porque quem escreve já supõe, antes de terminada a obra, de que alguém vai ler aquilo, e gostar. Não existe essa que escrever pra si mesmo. Quem escreve pra si mesmo não faz livro nem blogue, escreve num diário com cadeado e não mostra pra ninguém. Quem escreve quer ser lido, ponto. E isso já é um tanto arrogante.

E quem escreve humor então, escorrega no próprio sebo. Além de escrever achando que alguém vai se interessar e ler, você tem a presunção de que, além de ler, o sujeito vai achar bom, e engraçado. Só conheço dois caras que realmente parecem pessoas tímidas e com egos controlados dentro do limite da normalidade: O Verissimo, filho, e o Woody Allen. Precisa explicar? Dois gênios, então, a não ser que você escreva tão bem quanto eles, não finja ser tímido, além de pegar mal já ta batido esse tipo. Então, qual a saída? Como, repetindo a questão, escrever humor sem parecer arrogante? Não sei. Eu pareço arrogante, logo, não faço a menor idéia. Mas tentar ser natural ajuda. O que eu escrevo é como eu sou. Não é personagem. Mesmo quando é ficção, sou eu quem está lá, falando aquilo. Eu sou aquilo diariamente, escrevendo, falando, trabalhando.

Mas agora uma dica: já que não tem jeito, você vai parecer arrogante de qualquer maneira, vai com tudo! Escreva mesmo como se você fosse bom pra cacete, como se todos fossem morrer de rir lendo você, como se você fosse o Woody Allen contando uma piada de judeus no campo de concentração. Faça humor com a certeza de que vai funcionar. Nesse caso, fazer bem ajuda bastante. Com essa atitude, as pessoas vão falar “porra, ele é metido mas é bom pra cacete!”. As pessoas não querem escritores pra casar com as filhas deles, elas querem é se divertir, e rir e ler coisas com qualidade.

Não interessa se você é metido, bicha, rubro-negro, judeu, Deputado Federal ou Presidente do Senado. Elas não tão nem aí pro seu caráter e pro seu Ego. Se você for bom, elas saberão separar sua obra do seu caráter. Aí você pergunta: “mas então você não é bom, porque as pessoas reclamam tanto do seu ego”. Respondo acendendo um cigarro com os olhos semi-cerrados levantando as sobrancelhas: “Elas reclamam, mas lêem. E voltam. E reclamam de novo. Mas no fim, sempre voltam”. Há quem não goste, claro, não to aqui pra ser unanimidade. Mas quem gosta não deixa de gostar pelo meu Ego ou pelo meu caráter. Elas só fingem que ficam ofendidas e reclamam nos comentários. Mas não deixam de ler. Tai a resposta: a melhor maneira de escrever humor e não parecer arrogante, é conseguir ser lido e reconhecido até por quem não gosta de você, como pessoa. Enfim, se eu encorajei alguém a escrever ou fazer humor depois disso, espero gratidão e recompensa financeira se o futuro lhes trouxer sucesso. Mais recompensa financeira do que gratidão, meu Ego pode viver com isso…

 

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    Vejam vocês, o que é a democracia. Quando você tem um blogue, ou um site, ou um fotolog, que seja, você está exposto a qualquer opinião e a qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo. Parece meio idiota falando assim, mas vendo de perto, é mais idiota ainda. Por exemplo: tenho esse himilde blogue, com minhas humildes centenas de milhares de leitores de diários, uma coisa bem modesta mesmo. Então, tenho esse blogue, que não tem censura nos comentários – essa parte é verdade. Podem comentar palavrão, qualquer coisa, o comentário entra direto, sem censura ou avaliação prévia. Os comentários geralmente são elogios, parabéns, propostas e casamento ou favores sexuais. Mas eis que, na última semana, recebo um comentário no mínimo curioso. Dizia ele: “Eu acho que vc devia procurar alguma coisa pra vc fazer nessa sua vida, ao invés de fazer posts babacas e preconceituosos como esse. Otário”. Ipsis literis. O que eu fiz? Nada. É a democracia. Pena que a democracia não levou esse sujeito à Veja, ou à Época, mas sim ao meu babaca e preconceituoso blogue. Se eu não tenho o que fazer, imagina ele que leu esse e mais dois textos – de mais de 40 linhas cada – e ainda se deu ao trabalho de comentar…

Mas de comentários eu to bem, pouca gente fala mal, e concidentemente, os que falaram mal de mim ultimamente sofreram acidentes horríveis depois. Teve um que se suicidou com cinco tiros na cabeça, pra vocês verem… Agora a parte divertida: meu blogue tem uma ferramente que me diz as frases que as pessoas procuram nos sites de busca para chegar até ele. Pois bem, me digam o que leva alguém que busca “Vin Diesel”, “feias bonitas e feios bonitos” ou “ficar ligando muitas vezes pro namorado” a cair nesse humilde site? E o que leva, meu Deus, o que leva um sujeito que busca hemorroidas, bancos de onibus” a sentar a bunda e ler os textos daqui? Espero que ele não os leia em um ônibus, pelo menos…

Mas o mais bacana é que o sujeito que buscou “mulheres nuas na webcam” foi o autor do comentário citado lá em cima. E ele ainda buscou também no blogue “quero comer a minha prima”. Tenho certeza de que vocês vão concordar, mas antes babaca do que punheteiro… Imagino que buscando essas coisas, ele queria ler Proust ou Hemmingway. Por isso que eu falo, democracia é muito bom pra Europa. Latino tem que ser na chibata, No pau-de-arara. E não se iludam: não deixo os comentários sem moderação porque sou democrático não. Democrático porra nenhuma. É pra todo mundo ver o que tem de gente babaca e mal comida na internet. Sabe como é, deixar esses comentários é sempre bom pra gente se sentir bem. Faz bem pro ego. Faz a gente ver que até quem não gosta de gente nos lê. Quer punheta melhor pro ego?

Eu sou redator publicitário. Bom, pelo menos eu sou pago pra isso. E muito se fala no meio(!) e fora do meio(?) sobre o famigerado ego de publicitário. É um assunto recorrente, e há muito deixou de ser uma brincadeira de coxia pra ser tornar uma verdade universal, praticamente unidade de medida. “Nossa, os peitos dela são maiores do que ego de publicitário” ou “se ego pagasse imposto publicitário pagava a dívida externa do Brasil em dois meses. E isso só dos estagiários…”. Sou obrigado a concordar que alguns publicitários figurões que tem por aí contribuíram muito pra sedimentar essa imagem. Parecem ex-BBB: não podem ver uma câmera que dão logo tchauzinho.

Mas agora, sem corporativismo nenhum – até porque seria meio paradoxal – vou levantar uma bola que nunca foi levantada: o ego de escritor. Tem todo aquele charme de atormentado, de tímido, mas raros são os tímidos de verdade. O único que conheço é o Veríssimo. Filho. O escritor, pra começar, já se acha bom por que acha que as pessoas merecem ler o que ele escreve, e por isso ele escreve. Já o publicitário, por mais que se ache muito bom, faz o que lhe é pedido. Não faz o que acha que as pessoas querem ou precisam ver ou ler.

Outra: o escritor é seu próprio chefe. Só para de escrever quando acha que está bom. Quando ele mesmo acha que está bom. Não quando o chefe ou o cliente diz que está bom. Ele mesmo julga bom o que ele escreveu. Geralmente ele acha genial, mas faz charminho pra ganhar elogio. Não que eu faça isso, claro. Só ouvi falar… Isso sem falar que a maioria – dos que eu conheço pelo menos – exercita o próprio ego relendo seus textos dia após dia, morrendo de rir e achando todos eles “muito bons!”. Ouvi rumores sobre isso…

Bom, e quem é os dois, como eu, por exemplo? Publicitário e escritor. Haja piadinha sobre ego inflado e olhares de “nossa, ele se acha…”. Mas eu resisto e sigo o caminho da serenidade de espírito, da humildade e da modestia. E da mentira, de vez em quando. Como? O título também? Modéstia tem acento? Desculpa, é que eu não to muito acostumado a usar essa palavra…

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