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Bom, pessoal, é chegada a hora. O Ego mudou de casa. Tá mais bonito, melhor pra ler e vai me fazer um homem rico em breve. Visitem e mudem os links e os feeds pra lá, avisem aos amigos, aos inimigos, às sogras, enfim, visitem lá como vocês me visitam aqui. O link é http://www.leonardoluz.com.br Não deixem de ir lá. Abraços!

 

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         Se tem uma coisa que me deixa puto da vida é quando eu passo semanas, meses pensando em um tema, tentando escrever sobre ele, fico matutando, começo, apago, reescrevo, apago tudo, aí de repente vejo um texto falando exatamente o que eu queria dizer. Acabo de receber um texo do Gabo – O Gabriel Garcia Márquez, pros não íntimos. E o nome do texto era “Desventuras de um escritor de livros”. E como eu já queria falar disso tem um tempo, mãos a obra. Só que, como ainda não escrevi nenhum livro, o nome vai ser diferente.

 

As desventuras de um escritor de livros de blogue

 

          Bom, só pra deixar claro pros desocupados de plantão, quando eu digo ‘escritor’ aí em cima, é no sentido literal: aquele que escreve de maneira habitual e periódica. Não necessariamente que já tem um livro publicado. E como eu não escrevo em jornal, nem revista, nem em verso de calendário nem sou ghostwriter do Paulo coelho, vou falar do que eu faço. “Desventuras de um escritor de blogue”. Não tem importância escrever em blogue? Caguei. Essa é a primeira vantagem: o blogue é meu e eu escrevo sobre o que eu quiser. Ninguém me paga, ninguém vai me mandar embora.

          Pra começar, no meu caso eu não ganho nada com o blogue. Então, por dinheiro é que eu não escrevo. E como eu já escrevia antes, comigo o processo foi contrario. Não foi um “quero fazer um blogue, mas de que?”. Foi mais um “quero escrever em algum lugar, mas aonde?”. Aí surgiu o blogue.

          Eu podia romancear, poetizar, falar que eu escrevo porque eu preciso, porque tem uma coisa que me faz escrever, que eu sofro pra escrever, e todo mundo ia acreditar. Mas é mentira. Eu escrevo porque eu gosto e porque eu tenho facilidade. Tirando trinta milhões de dólares por ano, as gostosas atrás dele, as Ferraris e Lamborghinis e não ter que aturar o Paes como prefeito, por que vocês acham que o Ronaldinho gaúcho joga futebol? Porque ele gosta e joga bem. Simples assim. Se eu, ao invés de facilidade pra escrever, tivesse, suponhamos, um gosto por maquiagem, usasse calça justa, depilasse o peito e usasse mousse no cabelo, eu ia ser ator de teatro, e não escritor. Mas é o que eu sei fazer.

          Tirando a parte técnica, por que cargas d’água um sujeito continua escrevendo, duas vezes por semana, uma vez por semana uma vez na vida outra na morte no seu blogue? Exibicionismo? Necessidade de auto-afirmação? No início, admito, um pouco. Eu queria ver se alguém além das cinco ou seis pessoas que liam meus textos achavam que eu escrevia bem. Mas com o tempo você vai pegando confiança e isso deixa de ser importante. E é aí que a trajetória de quem escreve na internet se encontra com a de quem escreve livros. Tirando a parte da ganha – que mesmo pra quem escreve livros não é muita – todos escrevemos pela resposta dos leitores. No caso dos blogues essa resposta é mais imediata, mas no caso dos escritores de livros a resposta é mais ampla e tem mais repercussão. E com o tempo, você vai sabendo o que o leitor vai gostar ou não, e vai experimentanto, empurrando o limite. Tentando uma piada a mais, um palavrão a mais, um tema diferente etc.

         E mesmo depois que vira profissão no sentido literal, acho que essa resposta, esse desejo intrínseco de ter o poder de fazer alguém rir, chorar, se emocionar ou se alegrar continua sendo senão o mais importante, mas o objetivo mais almejado. Eu me orgulho muito quando vejo alguém que botou um texto meu no orkut, mandou pra namorada ou pra um amigo. Isso é que conta, pelo menos pra mim. Eu não vou ser falso e falar que escrevo pra mim mesmo, porque se eu escrevesse pra mim mesmo, eu escrevia num caderninho e não publicava. Eu escrevo pra que alguém leia e goste. 

          Às vezes eu preciso escrever? Fica alguma coisa engasgada e eu preciso escrever, preciso compartilhar com alguém? Claro, acho que isso acontece com todo escritor. Mas não é sempre. Aliás, não se iludam TODO texto, meu e de todos os escritores do mundo, tem uma pequena carga biográfica nele. Não dá pra evitar. A gente sempre bota no texto algo nosso, mesmo sem querer, mesmo tentando esconder. Nenhuma estória, nenhum diálogo e nenhum texto é cem por cento inventado. Provavelmente aquilo foi adaptado a partir de um fato verdadeiro, aumentado, incrementado, enfim, inspirado em alguma coisa. 

          Escrever se aprende? Não. Escrever se ensina? Não. No máximo se aprimora a escrita. Usando uma analogia que usei uma vez, se treino melhorasse a habilidade de alguém no futebol, se o Vampeta treinasse dez horas por dia, em uns anos ele jogaria mais que o Ronaldinho Gaúcho… Mas futebol é que nem escrever, que é que nem música: o sujeito nasce com aquilo. E ele aperfeiçoa ou não, ele aprende a usar ou não. Eu, por exemplo, não conseguiria ensinar alguém a escrever simplesmente porque é algo inerente a mim. Como um camaleão ensinar a andar na parede: é só botar o pé lá e sair andando. Mas, infelizmente, é muito fácil se fingir que escreve bem por meio de frases feitas e proparoxítonas.

          Então, é isso. Quer escrever? Você vai ganhar pouco, se ganhar alguma coisa, vai ser tachado de mentiroso, ‘Forrest Gump’, enrolador, metido, vai ser motivo de piada e nunca mais vai ter paz, porque vão te pedir pra fazer carta pra namorada, texto pro orkut, texto pra teatro, textinho pra trabalho de faculdade, vão te pedir pra corrigir tudo, ler tudo e dizer o que você acha sobre tudo. Mas se você quer a minha opinião, vale a pena. Vale muito a pensa saber que tem gente que gosta de ler o que você escreve. E que te cobra se você some. Então, mãos à obra.

          

Eu sei que vocês tão aí desesperados, apertando o f5, achando que o reader de RSS tá com defeito, pensando que eu morri… Mas palma, palma, não priemos cânico. Não morri, o leitor de RSS de vocês não tá com defeito, e não é verdade os rumores de que a crise atingiu o Ego e que o governo vai injetar treze reais no blogue pra eu comprar uma pizza portuguesa e continuar escrevendo. Eu voltei, mas rapidinho pra dar uma ótima notícia pra vocês: a partir de hoje, os posts do Ego passarão a ser regulares. Toda segunda e quinta vai ter post novo, para o deleite da massa que me lê. Não tô em crise, não to trabalhando muito nem to com bloqueio criativo. Era vagabundagem mesmo. Mas agora nada temam, pois as semanas de vocês serão muito mais agradáveis e prazerosas daqui pra frente. E aceito sugestões de temas, textos, assuntos, fotos de biquíni, criticas, elogios, elogios, elogios, enfim, aceito de bom coração a contribuição de vocês. Até daqui a pouco.

    Após de conhecerem através da então namorada dele, logo ficaram amigos. Através da internet, viraram confidentes daqueles que a gente conta tudo o que não contra nem pros amigos mais próximos, mas que depois, acabam passando de confidentes a amigos. Nesse caso, mais que amigos. Na época ela ouvia o quanto ele era apaixonado pela então namorada, e achava ale o máximo – romântico e apaixonado – e ele ouvia suas confidências sobre um caso que ela tinha na época, caso esse que a fazia sofrer noite e dia. Assim foi por muito tempo, e nesse meio tempo, ela já estava quase curada da dor anterior, e ele acabara de levar um belo pé na bunda, e estava numa fossa daquelas.

            Viraram mais amigos e confidentes do que eram antes, agora sendo também válvula de escape um para os problemas do outro. Queriam se falar o dia todo e um dia se encontraram. E aí, sabe como são essas coisas, acabaram ficando. Ele não queria nada sério, nem com ela nem com ninguém, por um bom tempo. Uns trinta anos, talvez… E ela, tava curtindo o momento. Continuaram se falando – inclusive falavam um para o outro sobre outras pessoas. Ficaram uma segunda vez. Aí começou a complicar.

            Um belo dia ele atinou e pensou “porra, se ela é a pessoa que eu mais gosto de conversar e estar junto, falo com ela todo dia, é a primeira pra quem eu quero ligar de manhã e a última de noite, o que eu to esperando?”. E começou a amadurecer a idéia. Mas foi aí que ele, no auge da sua arrogância achando que sabia tudo só porque era mais velho, percebeu uma coisa que não havia enxergado por causa dessa sua “super-autoconfiança”: que ela já estava apaixonada por ele, enquanto ele calma e egoisticamente começara agora a pensar no assunto. E ele, burro como não podia deixar de ser, se intimidou. E se não desse certo? E se ele fizesse a amiga sofrer? E se aquele anjo tivesse seu coração partido por ele?

            Então ele preferiu fingir abrir o jogo e disse que não dava mais, que não queria nada sério. Ela sofreu um pouco, ele também. Ele não se perdoou e mais uma vez seu ego falou alto: ele se preocupava com ela o tempo todo e ligava, perguntava e se oferecia pra conversar.  E ela, lógico, não aceitava. Porééém, como todo homem, ele só deu valor quando percebeu – achou – que havia perdido. Ela havia se envolvido com outro cara, que ligava e estava com ela diariamente. Foi aí que ele se coçou e percebeu que já estava completamente apaixonado por aquela bailarina linda de trancinhas e sorriso fácil.

            Aí, amigo, foi “pé na porta”. Vamo acabar com esse negóço ae que essa bailarina tem dono, camarada! E abriu o jogo: ia tentar, estava apaixonado e que se danasse, seu nome não era Raimundo! E aí acabou com a festa, larga esse cara e fica comigo, essas coisas. E ficaram. E estão. Ele nunca achou que pudesse achar naquela bailarina dez anos mais nova e cheia de músicas da moda e saias curtas o amor que ele precisava para entender que não, ele não sabe tudo, não entende de tudo nem consegue prever tudo o tempo todo; um amor que amava ele pelo que ele era, e não apesar do que ele era. E ela não pensou que fosse encontrar naquele escritor vagabundo, arrogante e metido a artista o amor que a faria enxergar a maturidade que ela tinha e não sabia, a sabedoria que ela tinha e não acreditava, enfim, a felicidade que ela já ouvira falar, mas achava que nunca ver tão de perto…   

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