Bom, hoje eu vou fazer uma coisa que não faço desde a segunda série, quando eu queria impressionar uma menina chamada Danielle: ser modesto. Bom, se você for um leitor chato e desocupado, poderá ver que aqui no Ego, a média de comentários por post é de 6,6. Os posts com mais carga de humor são mais comentados, os desabafos mal-humorados menos. Os românticos mantém a média. E essa média se mantém sempre, nunca falha. Bom, quase nunca.

Se eu pedir a um leitor assíduo/desocupado para, sem ver as estatísticas, tentar adivinhar qual o texto do Ego que fez mais sucesso, com certeza absoluta ele erraria. Nem tente. Não é nenhum dos (modestamente) engraçadíssimos nem nenhum dos mal-humorados. O campeão de comentários não só é um texto romântico como não é um texto para uma mulher. É um “post conselho”. O ÚNICO post com intuito completamente altruísta desse blogue. O único.

O post em questão é esse, e ele teve nada menos que CINQUENTA E QUATRO comentários. Em uma média de seis, ele tem cinqüenta e quatro. E ele só tem seis meses no ar. Sem piada, sem gracinha e sem polêmica. Conselhos sérios na medida do possível. E por que eu escrevi isso? Bom, porque esse é um ponto no qual eu queria tocar desde o meu primeiro texto. É por isso, e só por isso que eu escrevo. As mulheres, a minha cobertura em Niterói e meu cordão de um quilo com um medalhão escrito “”Ego” são conseqüências.

Quem escreve e torna isso público e diz que escreve pra si mesmo tá mentido. Quem escreve pra si mesmo não mostra pra ninguém. Eu escrevo SIM para que as pessoas gostem. E quando elas gostam e dão uma resposta, comentando, me mandando email ou me prestando favores sexuais, é isso que dá mais vontade de continuar. E rir de uma piada é fácil, mas esse texto teve cinqüenta e quatro agradecimentos. Ninguém comentou rindo, ou falando que eu escrevo muito. Foram cinqüenta e quatro agradecimentos, cinqüenta e quatro relacionamentos a distância que me agradeceram por lhes ajudar.

Comentário punhetando meu ego e meu talento é bom; gente dizendo que eu sou muito engraçado é bom; mas pessoas comentando só pra agradecer e pra contar sobre seus relacionamentos é muito mais do que só “bom”. É bom pra caralho. E é por isso que eu escrevo. Pelo aplauso do ator, a risada do palhaço, o grito da torcida do jogador de futebol. Essa resposta é o que me faz não parar. Ah, e não se assustem com o tom aviadado. Esse texto foi só pra justificar minha ausência por aqui e fazer todo mundo comentar o próximo post engraçadinho que eu botar aqui.