Pensando dia desses sobre a minha idéia idiota e recorrente de tentar viver de escrever, me atravessaram a mente pensamentos mais, digamos, mundanos. Quando eu entrei na faculdade eu achava que era simples assim: agências contratavam para redatores caras que sabiam escrever. Simples assim. Em agências grandes e sérias isso acontece, sem dúvida. Conheço pessoalmente redatores com quem já trabalhei que escrevem bem demais. Mas se não se dá a sorte de conseguir um emprego / estágio em uma agência grande, a coisa muda de figura.
Aí saem de cena os diretores de criação visionários, que te dão uma chance só porque você escreve bem, e entram os diretores de criação que usam sua “fama” no mercado para recrutar fileiras de estagiários a custo zero, e montam criações inteira com três, quatro duplas de estagiários e uma ou duas duplas de profissionais. E ao invés de contratar os estagiários depois, os mandam embora sob uma desculpa qualquer. E contratam mais um estagiário cheio de gás pra trabalhar de graça. 
Esse é um pensamento imediatista e, nem preciso dizer, burro. Quando se abre mão de um potencial bom profissional por um cara cuja habilidade não faz tanta diferença, ma sim o fato de ele custar pouco, se põe em risco o nome e os trabalhos da agência. Se você dá chance a um cara bom e o valoriza, você vai ter um bom profissional eternamente grato. Já se você explora um estagiário, você vai ter um profissional com raiva da ex-empresa. Mas tem gente que não se preocupa com isso, só em economizar cada centavo. A palavra investimento é sinal de lucro menor pra algumas pessoas. E é isso que conta pra elas.
Eu não tava lá, mas tenho muita inveja de quem viveu na época em que antes de ser barato, se buscava um profissional bom. Quando você levava meia dúzia de textos debaixo do braço e ganhava uma oportunidade como redator ou algo que o valha. E é aí que as agências grandes ficam cada vez maiores, pois geralmente elas têm diretores de criação com visão, que garimpam potenciais talentos, enquanto as agências menores buscam estagiários de graça. Pra que talento, porra? Ele já ta trabalhando de graça! Pois é, vagabundo faz churrasco e o vizinho passa o pão na fumaça. É torcer para que tenhamos cada vez mais diretores de criação que garimpem talentos, e não custos cada vez menores em detrimento da qualidade. Eu botaria de bom grado uma dúzia de textos debaixo do braço e ia atrás. Mas infelizmente já passei da idade de trabalhar de graça.  Aliás, tem algum diretor de criação com visão me ouvindo aí?

      Pensando dia desses sobre a minha idéia idiota e recorrente de tentar viver de escrever, me atravessaram a mente pensamentos mais, digamos, mundanos. Quando eu entrei na faculdade eu achava que era simples assim: agências contratavam para redatores caras que sabiam escrever. Simples assim. Em agências grandes e sérias isso acontece, sem dúvida. Conheço pessoalmente redatores com quem já trabalhei que escrevem bem demais. Mas se não se dá a sorte de conseguir um emprego / estágio em uma agência grande, a coisa muda de figura.

Aí saem de cena os diretores de criação visionários, que te dão uma chance só porque você escreve bem, e entram os diretores de criação que usam sua “fama” no mercado para recrutar fileiras de estagiários a custo zero, e montam criações inteira com três, quatro duplas de estagiários e uma ou duas duplas de profissionais. E ao invés de contratar os estagiários depois, os mandam embora sob uma desculpa qualquer. E contratam mais um estagiário cheio de gás pra trabalhar de graça. 

Esse é um pensamento imediatista e, nem preciso dizer, burro. Quando se abre mão de um potencial bom profissional por um cara cuja habilidade não faz tanta diferença, ma sim o fato de ele custar pouco, se põe em risco o nome e os trabalhos da agência. Se você dá chance a um cara bom e o valoriza, você vai ter um bom profissional eternamente grato. Já se você explora um estagiário, você vai ter um profissional com raiva da ex-empresa. Mas tem gente que não se preocupa com isso, só em economizar cada centavo. A palavra investimento é sinal de lucro menor pra algumas pessoas. E é isso que conta pra elas.

Eu não tava lá, mas tenho muita inveja de quem viveu na época em que antes de ser barato, se buscava um profissional bom. Quando você levava meia dúzia de textos debaixo do braço e ganhava uma oportunidade como redator ou algo que o valha. E é aí que as agências grandes ficam cada vez maiores, pois geralmente elas têm diretores de criação com visão, que garimpam potenciais talentos, enquanto as agências menores buscam estagiários de graça. Pra que talento, porra? Ele já ta trabalhando de graça! Pois é, vagabundo faz churrasco e o vizinho passa o pão na fumaça. É torcer para que tenhamos cada vez mais diretores de criação que garimpem talentos, e não custos cada vez menores em detrimento da qualidade. Eu botaria de bom grado uma dúzia de textos debaixo do braço e ia atrás. Mas infelizmente já passei da idade de trabalhar de graça.  Aliás, tem algum diretor de criação com visão me ouvindo aí?

 

 

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