Não sei se vocês já repararam, mas alguns assuntos são persona non grata aqui no Ego. Tem coisa que eu não gosto muito de falar sobre por que são assuntos que eu não consigo fazer pouco efusiva e até agressiva, então eu evito falar, como Futebol, religião, malucos que entram em escolas e metralham pessoas e Big Brother. Mas não agüentei. Podem ficar tranqüilos que eu não vou falar do boquete da Maíra, da excomunhão dos médicos pelo bispo da Idade Média nem da estréia sensacional do futuro artilheiro do Brasil, Fredgol. Até porque, disso nem tem o que falar: a Maíra chupa que é uma beleza, o bispo é maluco e a Igreja ainda acha que ta no ano de 1200* e o Fred vai ser artilheiro do Brasil esse ano. Mas o caso do moleque que matou várias pessoas numa escola na Alemanha não é tão simples assim.

 

          Na sua coluna de hoje na Folha, o, João Pereira Coutinho usa uma frase que eu já usei quase literalmente: “o único jeito de proteger escolas de um agressor é ter pessoas que parem uma arma com outra arma”. Quando eu usei eu disse que a única coisa que um criminoso com uma arma respeitava era alguém com outra arma. Os bichos-grilos e manifestantes pela paz de fim de semana podem ficar calmos, não to defendendo a Lei de Talião. Só acho que, assim como deveria haver seguranças armados nas escolas, as pessoas deveriam ter o direito de possuir uma arma em casa. Eu sei que isso já é garantido por lei, mas é um processo longo e burocrático. Não sair por aí com coldres atirando pro alto, mas ter uma arma em casa.

 

          Já sei, as bonecas pacifistas de baseado na mão vão dizer que isso aumenta a violência. Vamos aos números. Na Suíça, só pra citar um exemplo, existe quase UMA ARMA PARA CADA CASA, e mesmo assim é um dos países menos violentos do mundo. Pra ser mais exato, é o nono país menos violento do mundo. O Japão, por exemplo, que proíbe tudo e nem a polícia usa arma de fogo, ocupa a sexta posição. Só dois países separam um dos países com mais armas por pessoa no mundo do país com menos armas por pessoa no mundo. O oitavo é o Canadá, onde as pessoas também têm o direito de ter armas em casa e portá-las na rua em casos específicos. Coincidência? Não.

 

          É uma conta básica: se cinco bandidos vão entrar na minha casa hoje, no Brasil, eles sabem que é muito pouco provável que eu tenha uma arma em casa. Já se eles entram na minha casa na Suíça (não que eu tenha uma lá, é hipotético…), eles vão pensar duas vezes. Eu sou um só, eles cinco, provavelmente eu só acertaria um ou dois, mas vocês acham que eles vão arriscar pra ver quem leva um tiro na cara e quem leva meus dólares (hipotético de novo) e aparelhos eletrônicos pra casa? Também acho que não.

 

          E as bonecas especialistas em “paz” vão falar que a TV tem culpa, o cinema, os videogames etc. Eu pergunto: a TV anda pior do que era? Hoje em dia ninguém mais fuma em TV, toda e qualquer maldade ou crime são punidos no final na novela e nunca se teve tanto canal com conteúdo educativo como Discovery, History Channel e outros. Nem tantos jogos de videogame e brinquedos educativos. E sinceramente? Enquanto os educadores/psicólogos/especialistas discutem isso alguém tem que fazer alguma coisa. Enquanto não se decide se a culpa é da TV, das armas ou do Flamengo, pessoas continuam morrendo. Enquanto se discute o sexo dos anjos, o Estado deveria permitir que as pessoas se defendessem da mesma maneira que faz vista grossa para carregamentos de cocaína entrando pelo portão principal dos aeroportos e pros “roubos” em arsenais do Exército.

 

           Vejam bem, auto-defesa é muito diferente de vingança. Isso sem falar no fator psicológico, se você fosse um ladrão, ia entrar na minha casa, sabendo que eu tenho uma arma em casa, ou na do meu vizinho, que não tem? Me desculpem, mas não quero que a casa da minha família seja a primeira opção de um vagabundo. Não sei vocês.