Bom, qual não foi a minha surpresa ao voltar do carnaval, depois de quase uma semana semi-offline, e ver um comentário no mínimo inusitado no texto aí  debaixo. Pra quem ainda não leu, era um comentário do Ricardo Noblat, O Noblat, do Blog do Noblat, d´O Globo etc etc etc. Pra quem leu o meu texto anterior, eu citei o blogue dele pela cobertura do caso da brasileira que teria sido atacad por neonaziastas na Suíça. Bom, eu ia mandar um email pra ele, mas vou publicar o comentário dele aqui embaixo e comento depois. Desculpas públicas valem mais.

Não escrevi a primeira notícia sobre Paula Oliveira com base em uma mensagem do pai dela que recebi por celular. Recebi a mensagem. Entrevistei-o longamente por telefone. Falei com Paula. Entrevistei a cônsul-geral do Brasil em Zurique. Entrevistei a madrasta e a irmã de Paula no Recife – e uma amiga que morou com ela durante cinco anos. Pedi fotos da Paula grávida – recebi. E fotos dela depois da suposta agressão – o companheiro dela suíço me mandou. Só não ouvi o outro lado (polícia e médicos) porque eles se recusavam a falar. Jornalismo, em muitos casos, é informação em movimento. Naquele momento a história era aquela. Jornalista não tem poder de polícia. O barulho promovido pela mídia brasileira fez o governo suíço se apressar e contar parte do que diz ter descoberto. Noblat

Antes de mais nada, me desculpe pelas informações erradas a respeito do seu post sobre o caso. Fui genérico e infiel à verdade, como você mesmo disse aí em cima. Em momento nenhum eu disse que você, ou qualquer outro jornalista, deveria ter poder de polícia e interrogar ou investigar coisas que são, de ofício, responsabilidade do poder policial. O que aconteceu com você poderia ter acontecido com qualquer um, inclusive com o Fantástico, a Veja ou O Globo. Nesse caso, lhe citei como um exemplo não negatico, de um erro, mas sim como exemplo de como um blog pode ter um conteúdo sério, respeitado e digno de confiança, a ponto de virar fonte para a “imprensa formal”, como foi o caso do seu blogue.

Me desculpe se soei grosseiro ou indelicado, não foi minha intenção.  Tanto que disse que, “sendo o Noblat O Noblat”, o furo ganharia a mídia. Foi um elogio à sua credibilidade e idoneidade, até que me provem o contrário. Mais uma vez peço desculpas por qualquer indelicadeza que tenha sido cometida no texto anterior. Inclusive, sou seu leitor e acho seu trabalho importantíssimo para que a internet deixe de ser vista como a prima pobre, feia e de aparelho da imprensa. Abraços. Léo.