Há um tempo o Burger King fez uma promoção que eu achei genial, mas que foi execrada pelos nerds carentes do mundo. A empresa oferecia um Whopper – só pra comparar, o Whopper é o Big Mac do Burger King, só que BEM maior – pra quem excluísse dez amigos da sua lista do FaceBook. Até aí, nada demais. Mas a graça da promoção era que o excluído recebia um e-mail, dizendo que Fulano de Tal o havia trocado por um Whopper, e o convidada para que fizesse o mesmo com dez amigos. Foi uma frescurada de gente choramingando pelos cantos e blábláblá. Até que o Burger King decidiu tirar a promoção do ar. Mas não sem alfinetar os chorões. Na página da promoção, há uma mensagem onde se Lê, com tradução minha, que “A promoção Whopper Sacrifice foi sacfiricada. Mas no fim, seu amor pelo Whopper provou ser mais forte do que 233.906 amizades”.
Mas no fundo, o que essa promoção prova? Que qualquer pessoa – qualquer MESMO – tem mais de dez “amigos” no Orkut/ MSN/ Facebook/My Space etc, que não fariam a mínima falta. Na verdade, eu só devo ter alguns que valem mais que um Whopper. Mas o que mais motiva as pessoas a não tirar esses quase amigo das listas não é nenhum outro senão o medo de elas se sentirem ofendidas. Quando da promoção, Steven Schiff, editor do Vault.com, participou da promoção e fez o seguinte post em seu site, justificando a “desamigação”: “Sejamos sinceros, amigo questionável do FaceBook. Tenho mantido você aqui todo esse tempo porque me sentiria mal caso você descobrisse que havia sido cortado. Mas é que, bem, até agora, ninguém havia me oferecido um Whopper em troca dos seus sentimentos”. G-E-N-I-A-L.
Eu, pessoalmente, não tenho a menor paciência com gente que usa o Orkut como vitrine de carente, e conta a vida toda lá. Gente que não entende que o “what ar you doing now”, do Twitter, é uma pergunta retórica, ninguém quer saber o que você está fazendo! Coisas como “tomando café” ou “triste” são motivos pra eu parar de seguir na hora. Até porque, se fosse pra saber o que está fazendo de verdade, todo mundo deveria botar “postando no twitter”… É o tipo de gente que não entende que “como vai?” não é uma pergunta, e sim um cumprimento. Vale a pena ter esse tipo de gente no Orkut, FaceBook ou Twitter? Não.
Antes de existir isso tudo você era capaz de me dizer quatrocentos, quinhentos amigos que você tinha? Nem se você fosse atendente de tele-sexo você ia ter tantos amigos. Enquanto escrevia esse texto, excluí nada menos que cinqüenta e cinco pessoas do meu Orkut. Se você foi um deles, pensa pelo lado bom: eu fiz isso por opção, e não em troca de um hamburguer…