E segunda-feira começa mais um Big Brother. O nono, segundo o google. Já passaram pelo programa pretos, loiras, japas, gostosas, gostosas, gostosas, marombeiros, caipiras, gostosas, bichas, professores e até uma miss. Ou quase miss? Sei lá, só sei que passou. A televisão hoje em dia é tão politicamente chata que agora já se começa a especular quem entrou pelas cotas: cota de negros, cota de gays, cota de gostosas, cota de marombeiros, cota de retardados e agora a nova cota da terceira idade. Infelizmente, a cota obriga o programa a ter somente um de cada categoria acima, com a excessão da cota de retardados, que é de noventa e cinco por cento dos participantes e cem por cento dos espectadores.

E como eu disse lá, quem não entra pelo sistema de cotas entra pelo sistema de xotas. Xotas, bundas e peitos. Aí as pessoas entram e, depois de um mês lá, já estão quase morrendo com saudade da mãe, da namorada, do escambou. Essa gente nunca tirou férias? Nunca viajou sem a família? Isso sem falar nas profissões. Quer dizer, no que eles botam no campo “profissão”. Só nessa edição temos dois empresários, dois estudantes de administração, um bacharel em Direito, um produtor de eventos, uma professora, uma cantora, uma fonoaudióloga, um artista plástico, um estudante de Direito, uma assessora de imprensa, um matemático, um professor e doutorando em Engenharia Mecânica, uma advogada, uma promotora de eventos, um modelo e empresário, um radialista e ator e uma jornalista e modelo. Ou seja: ninguém trabalha nessa porra! Salvo raras excessões, ninguém fazia porra nenhuma antes de ir pra lá. Emrpesário, artista plástico, cantor, estudante, “promotor de eventos”… É a mesma coisa que eu botar “escritor” na minha profissão.

E a sinceridade? Eu tenho a impressão de que eles garimpam essas pessoas, em Mosteiros, Igrejas, só pode ser. Todo mundo que entra odeia falsidade, é muito sincero, fala tudo na cara, não faz fofoca… Impressionante. Ainda mais com um milhão em jogo. Se aqui fora nego se mata por dez pratas, imagina com um milhão na roda… Mas resumindo, BBB é chato pra caralho. Na boa. Não é intelectualismo barato não. Que graça tem ver não sei quantas pessoas juntas dentro de uma casa? Gente brigando, se pegando, bebendo, discutindo. Alguma coisa nova? E porra, eu tenho uma opinião particularíssima. Os chatos falam que eu gosto de filmes e livros violentos, com sexo e intriga, mas não gosto de BBB. É porque a ficção faz muito mais sentido do que a  realidade, todo mundo sabe disso. Os diálogos do BBB são horrorosos, sofríveis, dá vontade de morrer! E as discussões são mal escritas, sem drama, sem clímax. Se o BBB fosse escrito pelo Manoel Carlos eu não ia perder um!