Apesar de ácido, mal-humorado, ranzinza e politicamente incorreto, sou contra qualquer tipo de preconceito. Acho uma idiotice culpar uma pessoa por algo sobre o qual ela não teve controle, e que no fim das contas não faz diferença, como ser preto, judeu, vesgo, caolho, manco, veado, corno, usar anel no polegar ou tornozeleira de couro com conchinha. Mas acabo de mudar de idéia, e vou lançar, agora, nesse exato instante, uma campanha pró-preconceito. Mas nada contra ser japonês ou usar brinco de argola nas duas orelhas. Uma campanha pró-preconceito com gente burra! Já pensei até no slogan: “burro tem que morrer pastando!”. Nem um pouco original, mas referencias históricas fazem um slogan pegar mais rápido.

Por que um sujeito preto tem menos chances de arrumar um emprego? Por que um deficiente físico tem menos chances de arrumar um emprego? Agora, por que um completo imbecil, um asno, um cretino de pai e mãe, não tem essa dificuldade? Vamos mudar esse cenário. Nada de ‘cotas pra negros’, ‘cotas pra deficientes’ nem nada disso. Vamos fazer uma cota pra burros! Cada empresa deve ter um – e somente um – sujeito burro. Tal qual o negros no início do século nos Estados Unidos, sugiro a criação de bairros para burros, ônibus só para burros e instituições de ensino especialmente pensadas para essas zebras que assombram nossas savanas de concreto.

Não é justo sermos obrigados a conviver com essa mazela da sociedade. Não é justo nós, pretos, judeus, muçulmanos ou moradores de Niterói sermos segregados enquanto esse seres boçais e energúmenos perambulam por aí, impunes. Não é justo. Não é justo que essas formas de vida inferiores aos participantes de Big Brother atrapalharem nosso trabalho contando com a complacência de seus superiores. Se eu fosse um maníaco sexual iam deixar passar? Se eu andasse por aí tirando meleca e passando nos paletós alheios, iam deixar passar? Se eu usasse gel de dia, casaco de tricô e camiseta regata cavada nas costas – por Deus! – iam me perdoar? Nunca! Então por que perdoarmos esse tipo de coisa?

Precisamos dar um basta! Prefiro um amigo mau caráter a um amigo burro. Os burros são imprevisíveis. Não são constantes. São contagiosos. É cinetificamente comprovado que o contato diário com gente burra afeta a capacidade de discernimento de uma pessoa normal. Para cada mês de convívio, a capacidade mental de uma pessoa normal cai entre 2% e 5%, até se igualar ao do sujeito em questão, e aí você é quem vira um viralizador da burrice. Usemos máscaras, fones de ouvido, tacos de baseball, enfim, tudo o que estiver ao nosso alcance para contermos esse avanço, para retiramos esse câncer da próstata da sociedade moderna. Porque, infelizmente, a inteligência tem limite, mas a burrice é infinita.