Muito se fala sobre entender as mulheres hoje em dia. Ta na moda. As mulheres reclamam que não as entendemos, e nós, nos dividimos em dois grupos: os iludidos – que acham que entendem -, e os conscientes – que são cientes de sua ignorância. Antes que perguntem, me encaixo no segundo grupo. Aliás, me encaixo em um grupo que acabei de criar: o dos “Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”. É isso mesmo. Não entendo, e não to nem aí! Antes de achar que eu virei bicha, webdesigner ou me entreguei ao celibato, eu limpo a minha barra.

Minha tese é alicerçada na máxima máxima de que as mulheres não foram feitas para serem entendidas, mas para serem amadas. Meio romântico, eu diria que para serem amadas pelos quem amam, odiadas e/ou invejadas pelo(a)s que não são muito chegados e por aí vai. Apesar de revolucionária, a teoria é bastante simples: se você consegue viver bem e em paz com a(s) sua(s) mulher(es) – no sentido amplo – pra que entendê-la? Só pra engordar a carteira dos analistas? Se vocês são felizes e se fazem felizes, por que diabos você precisa saber qual a diferença entre vinho, bordô e “terra molhada no por do sol”? Pra nada! Basta você dizer “lindo seu batom bordô!” quando ela perguntar o que você achou. E todos vivem felizes para sempre.

Eu, por exemplo, não falo a menor idéia de porque minha namorada detesta meu videogame ou porque quanto mais ela emagrece, mais ela se acha gorda. E pra que eu quero saber? Pra nada! Eu contorno o ódio dela pelo coitadinho, e digo o tempo todo que ela é linda. Até porque, ela é de verdade. E voilá! Eu não entendi, ela ficou feliz e happy end.

E não adianta falar que sua namorada é compreensiva e coisa e tal. Comigo pelo menos, quanto mais minha namorada tenta me explicar, menos eu entendo. E quando eu entendo, ela contradiz tudo aquilo na próxima explicação, e a culpa ainda é minha que “não entendo nada nunca!”. Se for aquela época do mês que não se pode falar o nome então, nem tenta. A melhor saída nessa época é, além de não tentar entender, concordar. Sempre. Com tudo.

No fundo, o que importa não é entender. É conviver bem. Você sabe porque seu carro anda, desde a queima da gasolina até os aspectos mecânicos? Você sabe porque o flamengo, com dezoito cabeças de área em um time, vem ganhando todo mundo? Você sabe porque você ta lendo isso aqui até o final, mesmo me achando um encrenqueiro, “fazedor de polêmica” e preconceituoso? Não. Mas mesmo assim as coisas funcionam. Então, esse é o ponto. Não tente entender. Faça funcionar. Se parar de funcionar, tente de outra maneira. A impressão que eu tenho com relação às mulheres é a mês que tenho com relação aos professores de matemática: nem eles fazem a menor idéia do que falam. Nenhuma. Só falam com aquele garbo todo e aquela certeza toda pra nos impressionar. E nós ficamos achando que eles sabem, e eles nos achando uns idiotas. E vida que segue.

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