Bem, antes de mais nada, votem no Ego no prêmio ibest. Se eu ficar entre os cinco prometo sortear um livro entre os leitores. Tô em dúvida entre “Sexo pelo Brasil: da pororoca ao Chuí, passando pelo Mato Grosso E Satisfatório”, ou o mais novo livro de cabeceira dos religiosos desse País: “Vinde a mim as criancinhas: Kama Sutra for Kids!”. Depois eu decido! O linque é esse. Não deixem de votar! Prometo tambem passar a mão na bunda do Antônio Kibe Tabet no palco se eu ficar entre os três primeiros. Voltamos à programação normal.

Em recente conversa com a minha namorada tocamos em um assunto que me intriga bastante. O estopim para a minha reflexão foi a frase, vinda dela, de que “por que você tem ciúmes do Hercílio (fictício)? Ele é só meu amigo”. Sem querer a coitada me dera munição pra uma crônica todinha, e mais algumas horas de ócio criativo. Conheci algumas mulheres que levavam ao pé da letra essa coisa de amigo. Não ficavam, namoravam, davam, enfim, não se envolviam com amigos de uma maneira, digamos, mais íntima. Os motivos são vários, desde do clássico “estraga a amizade” até dizer que “amigo é amigo, não é homem”. Imaginem a cena

– Ah, fulano, pára, você é meu amigo… (se defende, ela)

– E… (tenta botá-la num mato sem cachorro, ele)

– E que você é meu amigo, eu não fico com amigos, você sabe!

– Bom, então acho que vou ter que inventar umas fofocas sobre você, roubar sua carteira, quem sabe, aí quando formos inimigos quem sabe eu tenha uma chance…

– Engraçadinho.

– Mas se você não fica com amigos, fica com inimigos?

– Não! É que

(interrompendo) – Já sei, você só fica com estranhos! Ah, ta, explicado agora…

– Dá pra parar de gracinha? É sério! Você é meu amigo, caramba!

– Pois é, e isso deveria facilitar as coisas. Já temos afinidades, você sabe que não vou te usar sem vou sumir no dia seguinte.

– Ah, mas mesmo assim. Amigo não é homem, amigo é amigo.

– É, eu sei. Por isso que eu estranhei quando fui fazer o recadastramento no meu banco… No campo sexo, você podia marcar Masculino, Feminino e Amigo. Ainda bem que não marquei amigo, ufa!

– Porra, é sério! Pára! Entende!

– Entende o que? Que você só fica com estranhos? Claro, normal isso… Queria ver se o Rodrigo Santoro fosse seu amigo. “Não, Rodrigo, nós somos só amigos. Quando eu te vejo sem camisa quase tenho um troço, to morrendo de vontade de rasgar sua roupa e fazer amor com você durante três dias seguidos, mas é melhor não, você é meu amigo…”

– (O deixa falando sozinho…)

Realmente são argumentos que fazem todo o sentido. Nunca vi uma mulher encontrar o amor da vida dela em um inimigo. Até acontece, mas são casos isolados. Essa desculpa geralmente é usada quando ela não quer e não quer te magoar. Até porque, é como eu disse ali em cima, se o Paulo Zulu fosse amigo dela pode ter certeza que ela não falava isso. Eu já fiquei com quase todas as minhas amigas, e das minhas quatro namoradas, três eram minhas melhores amigas antes de começarmos a namorar. Aí vem um babaca e fala: “por isso que não deu certo”. Claro que não. Por isso que deu certo o que tinha que dar. Elas já me conheciam e vice-versa. Já sabíamos o que esperar um do outro, e já sabíamos o que encontraríamos pela frente.

Nunca perdi a amizade de alguma amiga, me perdoem a redundância, com que eu já tenha ficado ou algo que o valha. Muito pelo contrário. Não to defendendo a putaria entre amigos, vejam bem. Sou um cara antiquado e não mancomuno com essas formas modernas de sexo. Só to dizendo que, experiência própria, via de regra, não faz mal à amizade esse tipo de relação. Faz se seu amigo for um idiota ciumentinho e ficar se achando seu dono depois disso, implicando e falando que nenhum homem que você arrumar depois dele presta. Se for o caso, muito a contragosto, recomendo o bom e velho “somos só amigos” em um caso desses. Ele vai entender. Toda regra tem sua exceção.

E quanto a você, que é amigo dela. Se ela falou é por que ou você é feio, ou chato, ou tem bafo, ou é judeu e ela não quer conferir o biquinho da sua chaleirinha, ou, em último caso, não a apetece de maneira alguma. Nesses casos sua única chance é embebedá-la. Mas aí depois se prepare pra três horas de explicação depois, sobre como “eu errei em confundir as coisas”, e etc. Mas tem uma vantagem: quebrada essa barreira inicial, qualquer bombom de chocolate ao rum vai ser desculpa pra vocês se pegarem. Aí, se você der sorte, ela engravida e o pai dela “obriga” você a se casar. Viu, nem tudo ta perdido. E você? Já falou isso? Já ouviu isso? Tem alguma sugestão de discussão pro próximo texto? Cartas com foto de biquíni para a redação. Ah, por favor, os homens não precisam se dar ao trabalho. De responder sim, de mandar foto com biquíni não tem precisão não…