A Rosana Herman levantou a bola no blogue dela e eu dei logo uma bicuda. Pra começar, viram como a vizinhança é bem frequentada? Ela vai dar um livro, de até R$ 100, pra quem responder à seguinte pergunta: “O que leva uma pessoa a visitar constantemente o blog de alguém que ela não gosta?”. Pois bem, dei meu pitaco por lá e já lanço na bucha: se eu ganhar o livro dela, repasso eu meu leitor que melhor responder a essa pergunta aqui nos comentários. E vou além! Como eu não sou redator do Pânico nem tenho um porrilhão de leitores que nem ela, não tenho bala pra dar um livro se não ganhar, mas me comprometo a publicar o comentário, e se o ganhador quiser, publico também um texto dele sobre o assunto. Bom, não é nada não é nada, não é porra nenhuma…

Mas faz sentido. O que leva um cabra a se dar ao trabalho de ler uma coisa que não gosta? E não satisfeito em ler, esse incomprrensível ser, volta e lê todos os posts do blogue daí em diante. Seria a mesma coisa de ficar paquerando uma mulher feia. “Ei, tá me olhando por que? Você já me vetou umas quinze vezes”. Mais ou menos a mesma coisa. E não satisfeitos em dar ibope (e muito) pra uma coisa que (aparentemente) não gostam, essas pessoas ainda se dão ao trabalho de tentar convencer as pessoas de que aquilo é uma porcaria, e que bacana mesmo é o blogue deles, com alguem nome intelectualóide e umas frases soltas de pensadores que vêem naquelas agendas poéticas.

Por aqui eles são a grande minoria, e acredito que no da Rosana também o sejam. Não chega a incomodar, eles são a confiramação da regra da unanimidade burra. Isso sem falar que, no meu caso, fico imensamente feliz em não escrever algo que agrade a esse tipo de pessoa. Em geral são pessoas que ficam ofendidas com algum comentário específico, geralmente algo que eles julgam preconceituoso. Humor é assim, e no meu caso, humor negro ainda pra piorar. Humor é isso, é exagero, é estereotipar pra ficar caricato. Nunca liguei de me chamarem de magrelo ou quatro olhos. Será que alguém vai ser mais ou menos gay se eu chamar ele de biba ou boneca? Tenho amigos pretos que chamo de pretos. Negro é coisa de gente que fala com nojinho. Se branco é branco, preto é preto. Preconceito nenhum, só não vamos achar que falado a língua do politicamente correto e chato vamos tornar o mundo um lugar melhor. Mendigo vai continuar com fome, mesmo sendo chamado de “cidadão em situação de rua”.

É muito mais preconceito falar forçadamente de uma menira rebuscada,, pra só meia duzia de entendidos saberem do que se trata. Eu falo de bicha pra bicha ler, falo de goro pra gordo ler, falo de magro pra magro ler. Não ofendo ninguém. Quem é bicha, gordo, magro ou Presidente do Senado, e tem uma mínima consciência, não liga pras minhas brincadeiras. Nunca, eu disse NUNCA, até hoje, recebi reclamação de alguém ofendido pesosalmente. De um gay que eu chamei de biba, ou de um magrelo que eu chamei de bambu descascado aqui no blogue. É sempre de gente que não tem nada a ver com o assunto, mas se acha a polícia moral da internet. A solução é simples, não gostou, compra a Veja. Aliás, tá lançada a campanha! Em alguns dias, botarei um banner ali do lado. Campanha “Não gostou? Compra a Veja”. Botem nos seus blogues e vamos nos livrar desses leitores malas e mandar todos eles pra revista do Tio Civita. Cá entre nós, eles merecem. Ah, eu não gosto da Veja, mas leio porque minha mãe assina e eu sou doente por ler, compulsivo. Mas não encho o saco deles com cartinhas ofendidinhas aviadadas…

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