Eis que surge mais uma musa pro blogue. E novamente, os problemas de sempre. Amigos “preocupados” com a amiguinha estar se relacionando com o próprio profeta de Satã e, por conseguinte, reprovando o que acontece. Já vi esse filme antes. Já vi mais do que Indiana Jones na Seção da Tarde. Nesse caso dos meus novos fãs e leitores aqui do blogue, de DDD 22, parece que além de profeta do cão, eu sou o cara que comia o maníaco do parque na cadeia.

Até aí, tudo bem, democracia, durma-se com um barulho desses, coisa de americano… Mas então, achar, reprovar, não gostar, “se preocupar”, acontece. Não ligo mesmo. O que me chateia, não por mim, mas por chatear a pessoa que está comigo, são os pré-julgamentos. Dessas pessoas que não aprovam e não gostam de mim, nenhuma delas me conhece. Acham que conhecem por causa dos meus textos. Deixo pra elas um poema do Pessoa, no fim do texto.

Então, não me conhecem e já não gostam. Até aí, também tudo bem, nunca comi brócolis e não gosto. No problemo. Mas é aí que vem a parte dos pré-julgamentos. Além de não gostar, agir como se eu não fizesse bem à pessoa em questão, ou como se eu a fizesse algum mal, ou ainda pior, não estar nem aí se faço bem ou mal, e simplesmente não aprovar por ciuminho bobo ou sentimento de “to perdendo a amiga”, é, no mínimo, idiotice. E agir com ela como se ela estivesse errada de estar tentando ser feliz com um sujeito que se preocupa com ela umas duzentas vezes mais do que muita gente que diz que se preocupa, e que além de apaixonado, já tentou por várias vezes, sem sucesso, apaziguar a situação com eles, é, no mínimo, falta de respeito e falta de preocupação com a felicidade da amiga.

É isso. Não costumo desabafar assim, já acham que eu sou veado, se ficar escrevendo assim então, to fodido. Mas nossa história toda, TODO MUNDO sabe quem ta errado. Todo mundo. E todo mundo ta vendo se ela está mal por causa de mim. Se alguém duvida, uma visitinha na nossa página de recados ou nos nossos Nicks pode dirimir qualquer dúvida. E pra quem acha que me conhece totalmente pelo que eu escrevo, pensem duas vezes enquanto lêem esse poema…

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

*Não sou poeta, mas o espírito é o mesmo.

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