Esse texto não é pra você ler. É só pra exercitar meu ego, e também pras pessoas acharem fofinho e comentarem bastante. Te fiz uma promessa, falei que não ia mais te pedir pra voltar nem falar que te amo. Não vou. Por isso, não leia esse texto. Caso você leia, não terei quebrado a promessa. O blogue é meu, você tá lendo de fofoqueira que é.
São meia noite e meia. O telefone tá na minha frente, me olhando, pensando “hahaha! Não toco, não toco, não toco!”. E não toca mesmo. Atualizo a página da internet a cada 7 segundo pra ver se tem recado seu. Não tem. Fico de olho na janelinha, pra ver se ela sobre trazendo seu nome. Sobe nada. Daqui a pouco vou dormir, e acordar de manhã correndo pra ver a janelinha, o telefone e a página, que não vão subir, nem tocar, nem ter recado. Me sinto impotente: tenho uma merda de um celular caro pra cacete, um computador com dois monitores e a última versão do diabo do programa de conversa instantânea, e não posso obrigá-los a me dar notícias suas. Pra que eu tenho essas bostas, então? Não servem pra nada! Esse raio desse celular que deve fazer até café e buscar as crianças na escola não consegue trazer você de volta?
E essa merda desse tempo que nem fazer você sentir saudade consegue? Se eu fosse ele, te pegava pelo pescoço, esfregava sua cara em uma foto minha e falava “olha bem! Ele te ama e tá morrendo de saudades! Agora anda logo, sente saudade e liga pra ele dizendo isso agora!”. Mas ele não faz. A única coisa que ele faz é aumentar ainda mais a minha saudade. Ele podia dividir ela com você. Mas não. Ele não faz isso. E por que sua cama não se nega a deixar você se deitar nela sem mim? Pelo menos sem eu estar sentando na beirinha dela fazendo massagem nos seus pés? Por que seu telefone não me liga sozinho, só pra eu ficar achando que foi você e conseguir dormir um pouco? Por que eu não crio coragem e digo “volta pra mim, sua idiota! Maluca de uma figa! Volta pra mim por que eu sei que você sente saudades! Eu sei que você sente falta! Eu sei que, às vezes, você não queria que a sua cama deixasse você deitar sem mim, que seu telefone me ligasse sem querer e que o tempo te obrigasse a me ligar nem que fosse pra dizer que lembrou de mim! Volta pra mim, merda! Você pode até estar confusa, mas você tá sentindo minha falta, droga!”. Por que não falo isso? Por que? Por que tenho medo de nada disso ser verdade. E por que te prometi ainda agora que nunca mais falaria isso. Por isso eu não falo.

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