Acabou o blogue. Acabou. E em uma semana vou tirar do ar. Vou esperar essa semana pra não ser ingrato com as pessoas que gostavam do blogue e comentavam aqui e tal, pra elas copiarem alguma coisa, sei lá, não me interessa mais. É isso. em uma semana tiro do ar. Brigado todo mundo que comentou, vou gravar os comentários. De verdade. E desculpem o mau jeito agora. Um último texto, não meu, claro. E como diria o poeta: “tem gente que nasceu pra ser sozinha.”

SONETO DE SEPARAÇÃO

Vinícius de Morais

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

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