Você é feliz? Ultimamente eu admito: tenho estado com sorrisos tão largos e piadinhas tão infames que alguém pode até achar que fiquei rico, ou que to comendo a Luana Piovanni. Não fiquei rico, e eu e a Luana somos só amigos, ela vai falar tudo na coletiva. Brincadeiras a parte, to feliz mesmo. O que faz um homem feliz? Uma mulher e dinheiro. E ponto. Pois então. Eu ganho uma miséria e não to comendo ninguém. Não reiteradamente. Não tenho ninguém pra me levar café de manhã, nem pra me escrever cartas de amor. Meu salário mal dá pra pagar as contas, e eu nem tenho carro. Então por que a felicidade? Simples. Por que eu tenho feito coisas que eu gosto. E que me deixam feliz.
Tenho conhecido uma pá de gente sensacional, lugares fantásticos que me cativaram tanto que to até pensando em virar mineiro honorário, e tenho resgatado antigas amizades e relacionamentos com pessoas que eu achava que me detestavam. Descobri que elas só me acham babaca, e meio metido… Antes eu achava que a felicidade vinha ou de ser rico, ou de ter alguém ao seu lado. Não é bem assim. Se tiver um dos dois, melhor, mas não tenho, e que saber, to feliz pra caralho! Como poucas vezes eu estive.
A melhor parte de ser feliz sozinho é não ter aquele medo recorrente que todos os amantes têm de ser abandonado. Quem vai me abandonar? Eu mesmo? Não, eu me amo demais pra isso. Isso sem falar que eu faço o que quero, a hora que quero, com quem eu quero, e o mais importante: SE eu quero. Conheço mulheres maravilhosas, e se quiser dar em cima delas dou, se não quiser não dou, e se não der, foda-se, amanhã é outro dia.
Descobri que a única pessoa no mundo sem a qual não consigo viver sou eu. A única. Tem mais algumas pessoas que me fariam muito triste se saíssem da minha vida, sem elas talvez minha vida ficasse muito ruim mesmo, mas nenhuma delas é uma mulher, no sentido romântico do termo. Meu sobrinho, alguns amigos, poucos parentes, meu videogame, não são muitas… Atrelar sua felicidade à outra pessoa é um erro que já cometi muitas vezes, mas parece que dessa eu aprendi. Foi um baque perder uma pessoa que durante um ano e meio foi apaixonada por mim, e um dia acordou e viu que não era bem aquilo. Eu pelo menos nunca vou acordar e não me amar mais. Descobri, nesse meio tempo, que nem todo mundo me acha babaca e me quer à pelo menos um quilômetro de distância. Não tenho que ter medo de “Oh, meu Deus, nunca mais ninguém vai me amar!”. Se não amar, dane-se, mas tem gente que gosta de mim por aí. Deve ter, o anúncio que eu botei no jornal em janeiro já deve estar fazendo efeito… Gosto de muitas pessoas, ainda vou amar algumas mulheres, eu sei, mas também sei que a minha felicidade só vai depender de uma pessoa daqui pra frente: o entregador da playboy.

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